Introdução

Os órgãos competentes estabelecem as políticas educativas como um processo permanente de enriquecimento do conhecimento e principalmente como uma via privilegiada de construção da própria pessoa, das relações entre indivíduos, grupos e comunidades. Esses propósitos estão fortalecidos com a preocupação desses dirigentes e suas equipes ao devotarem atenção as finalidades e aos meios para implementarem o processo educativo de forma a alcançarem os resultados almejados.

No intuito de materializar cada um desses nobres propósitos, buscam identificar as características de sua realidade social, para investir com habilidade e segurança na edificação de medidas e providências que venham concretizar esses planos com eficácia, a educação como base de uma sociedade equilibrada, harmoniosa e feliz impõe cuidados especiais, investimentos maciços e, na maioria das vezes, os resultados não são satisfatórios, em razão de uma distorção focal materialista, na qual se privilegia o tratamento das consequências em detrimento da prevenção das causas.

A tensão entre a indispensável competição e o cuidado com a igualdade de oportunidades. A pressão da competição faz com que muitos responsáveis esqueçam a missão de dar a cada ser humano os meios de poder realizar todas as suas oportunidades, devendo a educação ocorrer ao longo da vida, de modo a conciliar a competição que estimula, a cooperação que reforça e a solidariedade que une.

A tensão entre o espiritual e o material. Muitas vezes, sem sequer se aperceber disso ou sem ter capacidade para o exprimir, o mundo tem sede de ideal ou de valores a que chamaremos morais, para não ferir ninguém. Cabe à educação a nobre tarefa de despertar em todos, segundo as tradições e convicções de cada um, respeitando inteiramente o pluralismo, esta elevação do pensamento e do espírito para o universal e para uma espécie de superação de si mesmo. Está em jogo – e aqui a Comissão ateve o cuidado de ponderar bem os termos utilizados – a sobrevivência da Humanidade1.

Neste contexto, o sistema moderno de ensino utiliza-se de recursos como a matemática, para desenvolver o raciocínio, da leitura para ajudar a escrever melhor, da arte para desenvolver a sensibilidade, do esporte para interagir no coletivo, da geografia para explicar fenômenos e fronteiras, da história para contextualizar, da biologia para analisar e decifrar a vida na terra e de outras disciplinas para justificar a importância de desenvolver o complexo intelecto-cultural do homem. Isso no consenso de que a educação baseia-se apenas em conhecimento teórico e prático sobre as ciências exatas, humanas e biológicas. Mas será que todo homem diplomado ou doutorado foi realmente educado para a vida? Não podemos esquecer que ele não é só corpo e mente. O homem possui emoções, sentimentos e espírito. E é isso que faz toda a diferença!